Thursday, December 12, 2013

     Jingle bells, jingle bells. Mais uma festinha de natal no trabalho. E eu querendo saber se são realmente necessárias. Praticamente uma por semana. Lá vamos nós hoje pra baderna de novo, logo cedo, ao meio-dia, e sabe-se lá quando e como chegarei em casa.
    E semana que vem tem mais. Quinta-feira é a última e maior festa, muito chic, todo mundo exausto e se entregando ao álcool pra aguentar. Espetáculo. Tudo sempre começa muito elegante e invariavelmente termina em baixaria. Delícia total.
     Eu sempre meto o pé na jaca nessa última festinha, virei algo assim como mais uma tradição natalina. E sempre dou vexame.  Esse ano resolvi ser um pouco mais organizado e fiz uma listinha de alvos, daqueles que pretendo agarrar mesmo à força se esta se fizer necessária. E ando avisando aos ditos-cujos para que estejam preparados. Pois agora descobri que foi uma atitude tola, estou sendo interpelado toda hora pelos corredores com gente reclamando indignada com a tal lista. Minha vida virou um inferno: "Meu nome não está na sua lista, você não me acha gostosinho?", "Falei com a minha namorada e ela está puta. Como assim meu namorado não está na lista?", "...pode nem parecer, mas eu tenho tanquinho.", "Nunca mais falo contigo, você destruiu a minha autoestima." Até as mocinhas andam se assanhando, fui assunto em reunião de diretores. 
   Já estou fazendo exercício pros maxilares, comprei um perfume caro e toneladas de balinhas de menta. Um homem preparado vale por dois.
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