Wednesday, October 16, 2013

    Ninguém aguenta mais esse assunto. E nem adianta tentar evitar, o vatapá desandou de vez. As biografias, minha gente, as malditas biografias.
    O que eu acho mais interessante nesse barraco todo, é que, finalmente, certas máscaras andam se espatifando estrondosamente no chão. Irremediavelmente.
    Certo setor da indústria do entretenimento(deixemos de preciosismo) sempre se achou especial, acima dos outros mortais, semi-deuses por direito divino. Não o são. Especialmente no embroglio em questão.  São lobistas defendendo seus próprios interesses. Não é crime. Que eu saiba. Mas é muito pretensioso e ofensivo ao resto de nós, querer vestir peles alvas de cordeiros sagrados e posar de incompreendidos e vítimas de uma campanha pífia contra suas imaculadas reputações.
    E eu achava que certas pessoas eram capazes de articular argumentos compreensíveis. Também não o são. Caetano, Chico e Gil nos ofereceram uma anemia de raciocínio que jogou por terra qualquer ilusão que ainda pudéssemos ter de que eles possam um dia ter aspirado estar na categoria de intelectuais, pensadores, filósofos. Mas isso não é apenas culpa deles, fomos nós que erigimos esses pedestais.
    A presidente, ou diretora de ala, dessa escola de samba(sem querer ofender os gloriosos grêmios recreativos), a sempre encantadora representante comercial Miss lavigne, foi parar num programa feminino, onde entre outros despaupérios, exibiu sua muito sofisticada homophobia pra cima de uma certa colunista lésbica. O Leblon deve estar orgulhoso.
   Enfim, um debate contrangedor de se assistir, para aqueles que não apreciam a tal estética da baixaria que anda tão em moda atualmente.
   Euzinho, daqui do alto da minha infinita ignorância, acabei por concluir que, mais digno que todos eles, foi o ator pornô Alexandre Frota(outro ícone cultural de importância), que escreveu seu próprio livrinho, jogando bosta no ventilador, embolsando a grana sem intermediários e sem se preocupar com as firulas e sofisticações do debate.
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