Sunday, August 07, 2011

Ontem fui ralar lá pelos confins de Portsmouth, sim, porque o pobre vai onde o trampo está. Cheguei de volta lá pelas duas da madrugada, cansado mas feliz porque trabalhei com gente que gosto. Assim a vida fica muito mais suportável. A novidade? Tempo nublado. E  vi o mar lá de longe na distancia. Uma comoção, vontade de lágrimas soluçantes. O mar  salgado e frio. O mundo perto de se acabar por aqui, com todas as economias desabando em estrondo, perdeu malandro. A Europa virou uma mendiga velha, pedinte suja vestida de molambos. É a crise, é a crise, vai nos devorar. O grande crash nostradâmico. Salve-se. Eu devo ser a única pessoa tranquila(quá quá quá) por aqui, já que pior não pode. O que eu quero mesmo é plantar batatas lá no mato, um cafézinho fresco com os amigos no fim da tarde, uma rede na varanda e música na vitrola. E até pra isso se precisa de dinheiro. As ilusões perdidas.
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