Sunday, April 04, 2010

Keith Jarrett. A minha alma sendo usada como bandeira. No mastro. Sob a fúria dos ventos, de todos os elementos. Eu construí um castelo. De cartas, de areia, de galhos velhos, de caixas de papelão, de restos, de sobras. Isolamento. Total. O conforto vira prisão. As dores gostam de analgésicos fortes. A alma precisa de boleros derramados. Bola De Nieve. Samba. Canção.
Os cristais preciosos perigam virar cacos na fragilidade da construção improvisada dos castelos no ar. Alma. Bandeira. Eu quero banhos mornos de mares não bravios, brisas suaves de um céu exausto de sopros, eu quero águas tépidas pruma sede de oceanos. Eu sonho com sossego e alegrias dentro do meu castelo/fortaleza de paredes feitas de medos, dores, traições. O meu amor pelo drama.
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