Saturday, December 12, 2015

  •        Noites de dilúvio. Dias de sol rachando crânios, mais quentes que o cu do capeta, úmidos, grudentos e longos.
  •       Detesto festinhas, sou facilmente irritável assim como minhas tripas. E bebo um pouco demais e fico insuportável. E festas são onde a hipocrisia prospera, como se ela precisasse de incentivos. As pessoas andam cada vez mais cínicas e mentem e torcem a realidade pra caber na própria falta de princípios. Os dias são assim.
  •        E coisas aborrecidas me aborrecem. Lá fui eu, quase me afogando em meu próprio suor, comprar ração e areia pra adorada Miss Swinton e tentar achar um chapéu que não me aperte a cabeça de melão ou esquente ainda mais a careca. Sete Reais resolveram o drama, chapéu de palha folgadinho e com buraquinhos pra refrescar o crânio atormentado. Estilo e elegância são coisas pra ricos.
  •        Cheguei suado e exausto na birosca da beira da estrada aqui embaixo. Estocar cigarros pro fim de semana. Só dos paraguaios que aqui achar cigarros é um dramalhão, a vida no interior não é só bucolismo.
  •       Não sei se foi o calor ou o cansaço de carregar as sacolas pesadas por quilômetros ou a impaciência total pra aturar gente demente que causaram o bate boca. Mandei todos os impropérios que conheço na cara de um velho insuportável que clamava pelo golpe, pelo fim do PT, da Dilma e outras coisinhas fofas... E só pra irritar o babaca ainda saí da birosca gritando Lula 2018. Ora vá se fuder gente estúpida!
  •       O resto da tarde passei ouvindo o pior do sertanejo sexista, machista, homofóbico e pedófilo que trombeteiam sem parar e no último volume no bar ao pé da ladeira onde moro.
  •        Além de tudo isso, o calor me fez entrar no cio de novo. Seja o que Deus quiser.
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