Wednesday, November 25, 2015

   Só agora, na distância de um certo tempo, eu consigo começar a avaliar os meus "London Years".
   Foram 15 longos anos que eu desconfio terão sido os melhores da minha vida apesar dos tumultos.
   Não sinto saudades, ao contrário do que antecipei.
   Foi uma história para a qual não consigo achar um adjetivo. Mas que teve começo, meio e fim, fechou, se encerrou, virou memória. Daquelas memórias que causam frio na barriga e brilho nos olhos, que me fazem respirar fundo como quem está no topo da montanha russa esperando o abismo. Tempos de emoções fortes, de me virar do avesso e expor as entranhas.
   Claro que eu voltei coberto de cicatrizes, London é uma dominatrix exigente. São minhas cicatrizes de guerra, troféus, traços de um mapa que só eu decifro.
    Agora eu ando pelo mundo com passos mais firmes, menos medo, aquela cidade louca me reconstruiu, cimentou rachaduras, reforçou alicerces, pintou as paredes de branco e depois as cobriu de grafitis coloridos e absurdos.
   O prédio quase caiu mas no fim da reforma eu sei muito mais das minúcias da minha arquitetura.
   Proud!
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