Friday, February 21, 2014

   Eu não compro móveis. Meu quarto foi inteiramente montado com coisas que ganhei, não gastei tostão. Uma pena Tico&Teco não morarem mais por aqui pra eu também herdar roupas lindonas e chiquérrimas quando renovam o guarda-roupas, desde que se mudaram estou condenado ao mau gosto, compro coisas baratérrimas na maldita Primark, coisas de pobre, estilo custa caro.
   E hoje fui buscar uma cadeira de rodinhas pra minha escrivaninha, que ganhei no trabalho, era a cadeira do director geral que foi trocada por uma ainda mais confortável na redecoração do escritório. Enfiei a coisa num black cab e vim pra casa apreciando a paisagem. A cidade é bonita, a cadeira é confortável. Raspas e restos me interessam.
   Agora, aquela cadeirinha preta e dura que peguei no depósito de tralhas indesejáveis aqui do prédio, virou estante de livros. Não tive coragem de me livrar da feinha, apesar do modo com que ela me tratava. Eu me apego até aos objetos. Chama-se carência o mal de que sofro.
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