Wednesday, January 22, 2014

   Eu dei um peteleco na primeira peça do dominó e havia me esquecido da avalanche que sempre segue, como naqueles vídeos do Fantástico na década de oitenta. Agora é apertar os cintos e me preparar para os frios no estômago típicos de quando se chega ao ponto mais alto da montanha russa e se é precipitado ao precipício. Se existe algum consolo, o risco é sempre inevitável quando não se tem nada a perder.
   Falando assim, tudo parece feio e desesperador. Não é verdade. Também tem a excitação da beira dos abismos, expectativa de vôo. A audácia atrevida e desafiadora dos místicos de olhos em chamas.
   Eu espero por sinais. Alguns começam a chegar. Estou me livrando de bagagens inúteis, apertando os cintos, respirando o vento frio na subida antes do vôo. Que a aterrizagem me seja suave e macia como veludos, quente como o toque da pele delicada da palma da mão no exterior de uma xícara cheia de chá, cheiro de chão depois da chuva.
     De volta ao começo. Ao fundo do fim. Etapas, linhas de chegada, destinos.
Post a Comment