Sunday, October 27, 2013

   Dia perdido. Ou dia ganho, sei lá. Domingos são assim mesmo, dias difíceis.  Mas eu gosto assim, um não dia, antidia, diáfano. Eu acordei, eu voltei pra cama depois do café, eu fiz quase nada o dia inteiro. Comida requentada, cherry coke sem gás. Dores no corpo, resquícios de ontem. Os jornais do dia online, a gentrificação da Cruzada São Sebastião, as reclamações corriqueiras de todo mundo todos os dias.
    A tempestade armando lá fora, a tal Saint Jude(que muito adequadamente é o santo das causas perdidas), aquela que a meteorologia garante será a pior desde 1987, que a TV trata como se fosse mais um apocalípse e que força as autoridades a nos recomendar só sair de casa se for essencial e os ferroviários a cancelar todos os trens. Eu olho pela janela, e apesar da escuridão não vejo sinais de chuva ou vento. Mas nos garantiram a todos um dia de caos amanhã.
    Josephinne me disse ter visto obras de um artista brasileiro numa galeria por aqui, que era tudo lindo, paisagens do Rio. Mas não se lembra da rua, do nome da galeria ou do artista. Não sei por quais razões ela me diz coisas assim.
    Morreu o Lou Reed e eu vou botar a Laurie Anderson na vitrola.
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