Sunday, December 16, 2012

  •    Chegando do trabalho num domingo de chuvas torrenciais em Richmond. Porque eu nasci assim pobre e vivo além das minhas posses(não é irresponsabilidade, é que minhas posses não me permitiriam sequer o almoço), mas tem nada não. Em assuntos como esse eu prefiro não pensar, fingir que não existem(e isso sim é irresponsabilidade). E ainda tenho que aturar a Wallis Simpson, no livro, chorando miséria. E Richmond, minha gente, fica lá no outro extremo da cidade, o cú do mundo preferido dos ricos e snobs.
  •    Sexta-feira, Josephinne e a Duquesa receberam amigos pra jantar aqui em casa. Eu normalmente não curto vida social, minha bolha é o meu quarto. Mas lá fui eu me fingir de sociável. Parece que colou. Depois de uns whiskeys, champanhe e vários vinhos. Sem falar no toyboy de nossa amiga H que é um grego de 27 anos que parece ter saído direto do olimpo.  H o conheceu de férias em Mykonos e prontamente o trouxe na mala. Ainda não concluimos se se trata de um oportunista ou um gay enrustido. O que tanto faz, claro, desde que ele se mostrou um amor de simpatia.
  •    Eu vou sobreviver até o Natal. Apesar de os dias serem pavorosos. Uma ralação patética.
  •     E ainda rola a festa de fim de ano no trabalho, que é sempre uma produçao que me exaure. E não tenho o que vestir. Mal consegui comprar o presente do meu amigo secreto, que ainda está ali na minha mochila pra ser embrulhado.
  •    Pra completar rola um almoço na quinta com a muito peculiar Miss P. Não pude recusar, pegaria mal.
  •    Pode parecer uma obssessão insana, mas foi pura coincidência. Semana passada, entre um trampo e outro, fui parar na Waterstones de Piccadilly pra matar tempo. Morrendo de tédio fui checando as novidades. E o que achei? Uma edição inglesa de um livro da Clarice, The Apple in the Dark(A Maçã no Escuro), que eu ainda nem havia lido em português. Uma capa linda. Valhei-me Mastercard!
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