Thursday, May 31, 2012

   "Eu morava na rua João Moura, em São Paulo, e estava fazendo a peça A Moreninha, no Teatro Anchieta. À tarde, dei uma fugidinha dos ensaios e fui fazer alguma coisa num banco que  ficava exatamente em frente ao teatro onde Cacilda trabalhava. Vi uma ambulância parada na porta, atravessei a rua. Havia algumas pessoas, perguntei o que havia acontecido. Me disseram que a Cacilda tinha passado mal... Então eu entrei. Havia um corredor, não tinha ninguém e eu fui entrando. Vi quando alguém veio no palco. Com a Cacilda nos braços, passou-a para alguém na platéia, ainda vestida com aquele terninho do personagem que ela fazia, o Estragon. Não sei dizer exatamente quem eram as pessoas. Sei que o Walmor e o Flávio Rangel estavam por ali. Ela foi sendo levada pela platéia, com o braço caído e eu me lembro que a mão, os dedos dela iam esbarrando pelas cadeiras... Era como se ela estivesse tentando se segurar ou se despedir daquele lugar. Aquilo me marcou muito." (Marília Pêra)
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