Friday, September 02, 2011

Me acalmar. Porque foi um dia longo, tenso, perigoso. Mas parece que já passou. Eu sou incompetente, desajeitado, estabanado para com as coisas práticas, burocráticas e tristes nesse mundo e foi um dia cheio delas. Imobiliária é coisa do capeta. E hoje foi o dia de assinar o contrato e pegar as chaves, apertar as mãos do tinhoso. E toneladas de papeis, Payslips, p60s, referências do trabalho, bancárias. E no trabalho uma criatura não providenciou a dita cuja, um inferno, um circo. Chaves na mão, começando a mudança amanhã. Deprimido porque o flat novo é feio, minúsculo e fedorento, minha janela direto prum ponto de ônibus barulhento e tumultuado, além do aluguel custar uma fortuna(mesmo). Preciso me concentrar em outras coisas na vida. Pra não entristecer de vez. Vai ser por apenas seis meses e depois as coisas melhoram. Por favor. Então amanhã começa aquele trabalho de formiga carregando cacarecos pela rua até o outro lado. Preciso enfeitar meu quarto sem grana nenhuma. Pra ficar bonitinho e eu poder dormir. As criaturas da imobiliária são cretinas de dar nojo. Horror. Eu quero mesmo sumir. Blá, blé, blue. Ao menos tive o conforto de meditar no Buddhist Centre, conforto luxuoso pruma alma desesperada. E anda funcionando, pra se falar em milagres. E no reino encantado das coisas absurdas, um cachorro, sem que se saiba como, subiu pro alto do topo do telhado do Buddhist Centre. E não conseguia descer. Uma comoção, cena de filme realista fantástico latino-americano. O cão latia. Bombeiros. Indianas de sari, paquistaneses de barba longa e budistas de Prada tumultuando a esquina preocupados com a sorte do bicho audacioso.  Paz na terra cachorro acalmado e devolvido ao chão. Good Karma. Eu nunca andei tão duro na vida e olhem que eu sempre fui durango. Eu quero paz pro meu coraçãozinho dolorido. Ou 3 vodkas anestésicas.
Post a Comment