Friday, August 26, 2011

O barulho da chuva na janela e as mil sirenes de sempre lá fora, ambulâncias e polícia, porque estamos em Londres, porque isso aqui é o East End, Hackney Road. Outro país, outros planetas. E fui ver a pele do Almodóvar. Masterpiece. Todos os detalhes, cada vão nos assoalhos, cada fio no pano de prato. E uma canção brasileira linda bem no meio. E o que é a Buika? Linda, linda, linda, linda. Jodida Pero Contenta.  O universo anda me mandando bilhetes, cartas, mensagens, até mesmo no cinema, pra me lembrar, pra eu não me esquecer, que existe um lugar dentro de mim em que ninguém pode tocar, ninguém alcança, ninguém quebra, ninguém machuca, que é sempre inteiro. E Mr. Almodovar foi por mim agora promovido, virou semideus, com direito a altar, flores e velas. Gênio. E voltei pra casa no frio e na chuva, a miséria climática do caralho, ainda bem que existem as telas e os filmes nessa vida, lugar pra onde fugir de todos os horrores desse munodo. Então eu só preciso esperar a estréia do meu diretor europeu favorito, Mr. Woody Allen. Sim, porque Mr. Allen acabou virando um cineasta europeu que teve uma fase inicial americana, ele que nunca foi tolo. E mesmo em sua fase americana ele já fazia cinema europeu dos mais interessantes. E não me venham com Manhattan que aquilo ali já era a margem do Sena, a Île de la cité. No mais eu vou ler e ouvir música, que amanhã acordo cedo muito cedo cedíssimo pra trabalhar o dia todo. O horror.

Ps.  O Antonio Banderas assim todo Cary Grant. Sexy de novo, depois de um longo tempo sem sal. Já era mesmo hora dele voltar pros braços mornos e aconchegantes do Almodóvar, esse salvador das carreiras dos espanhóis em apuros em Los Angeles.
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