Tuesday, August 28, 2012

   Eu tava de férias. Daquelas que se acabam muito rápidamente, num piscar de olhos. E cá estou de volta pra velha e tediosa rotina. Mais descansado e mais feliz.
   O Rio de Janeiro foi uma revelação, assim como se fosse outra cidade ali na minha frente. Talvez porque eu tenha ficado tanto tempo sem vê-la, achei tudo lindo, tudo melhor que antes, a cidade mais limpa, o povo tranquilo e relaxado nos ônibus e no metrô, um clima mais descontraido. E as pessoas todas me pareceram mais felizes apesar de tudo aquilo que se possa argumentar. Já era mesmo tempo, foram tantas décadas de sufoco que nem gosto de lembrar. Deu vontade de ficar, deu vontade de voltar, vontade de nunca ter vindo. Eu havia fugido de um país à beira do precipício apenas pra voltar e descobrir que o precipício mudou de lugar e continua aqui do meu lado. Sem ufanismos líricos e babacas, mas o Brasil tá du caralho.

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   E haviam 3 gatos dormindo na minha cama, ronronando sobre mim, me enchendo de dengo, lambidas, mordidinhas. Me apaixonei perdidamente, virei um chato, daqueles que posta foto de gatinhos carinhosos no facebook.

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   Mas gatos mesmo são os meninos do Rio. Que Deus os guarde e proteja.

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   Frango à passarinho, prato feito de buteco em Ipanema, coxinhas, empadas, feijão tropeiro, pastel de carne seca com couve atrás do CCBB, Sorriso de carne no Pei King no centro de Niterói, comidinhas caseiras em Macondo, caldo de cana, doce de goiaba, doce de mamão, de abóbora. Até mesmo um almoço em Botafogo no que se auto intitula "o mais exótico buffet vegetariano dos cinco continentes", iscas de fígado à portuguesa no bom e velho Lamas e muita cerveja gelada na Galeria Alaska. Eu não engordei.
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