Thursday, July 21, 2011

Eu nunca achei que o Lucian Freud pudesse morrer. Absurdo. E cá estou, sentado e pasmo, tentando fazer sentido desse mundo assim. Porque nada tem mesmo muita importância. E por algumas horas eu planejei o futuro. Paisagem, janelas, letras. O trabalho anda um tédio, um desespero, um vácuo. Nada, nada, nada. E quero ir ao cinema, The Tree Of Life. Tomei chuva, fiquei ensopado e cheio de ódio. E fui ruim com os outros e me arrependi cheio de amargura. Porque eu sou do bem e não sei os caminhos do mal, me atrapalho, tropeço, escorrego, aprendiz incompetente. Nem adianta o esforço, o suor, as lágrimas muito amargas. Eu falho. E ora vejam vocês eu quero mesmo é flutuar muito leve por nuvens macias perfumadas, Nirvana, Paraíso, as ondas do mar, o sal na pele. A minha vida é abstrata cubista. O Charles Mingus na vitrola é a coisa mais linda de se ouvir no mundo. Ou mesmo fora dele, coisa do outro mundo. O ouvido. Abracadabra e eu fico assim escorregadio, escapando de mim. O telefone anda desligado não me liguem.
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