Saturday, July 16, 2011

Eu ando sentindo falta das coisas que me faltam, como paciência, uma casa na praia, férias no Rio, dinheiro.  E a lista é interminável.  Semana. Fim de. E já acordei correndo coisas por fazer, lavanderia, cortar cabelo, supermercado, faxina, loteria. Exercitando o desapego eu joguei coisa pra caralho fora, objetos variados, roupas que não uso, papéis e documentos inúteis. Sacolas e mais sacolas de encostos, más vibrações, karma ruim, tristeza. E o meu quarto virou minha caverna, daqui não saio, daqui ninguém me tira.  O meu vizinho do lado é compositor de óperas e anda de bicicleta por aí. Rupert Murdoch se desculpando públicamente? Eu jamais imaginei que pudesse acontecer. Vejam vocês eu ando obcecado com a vida vã dos ricos e famosos. Insuportável. O livro que eu estava lendo sumiu misteriosamente, não consigo me lembrar e talvez o tenha perdido. Horror.  Um dos meus tios sumiu décadas atrás e nunca mais foi visto vivo. Ou morto. Não se sabe.  Amizades platônicas são bonitas e misteriosas. Existem fios demais na minha vida, pro celular, pro laptop, pra escova de dentes, pra câmera, pro Fidelio, pro rádio. Um emaranhado pelo chão do meu quarto. Assim como eu me sinto por dentro. E ainda bem que nada nesse mundo é permanente, coisas, pessoas ou situações. Menos.
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