Wednesday, March 09, 2011

Nem tentar fazer sentido, porque a minha cuca patatí patatá. Tarde. Eu aqui exausto, exaurido e francamente mais que qualquer tornado, furacão, terremoto. A quarta-feira de cinza é um dia desconfortável, cheio de culpas e arrependimentos. Não mais arrependimentos pra mim, que nessa vida já me arrependi até de crimes futuros ainda muito longe de cometidos. Mas isso era o tal do veneno cristão que eu mandei se foder. Que eu sou uma pessoa livre, inteligente e complexa, não esses arremedos cinzentos e moralistas e sado-masoquistas que morrem de tesão na cruz. Quando eu fico assim pra lá de exausto, as coisas ficam súbitamente claras na minha mente, cansaço demais pra conter, segurar. De algumas coisas eu morria de vergonha e agora não morro mais. E eu tinha muita vergonha pelos outros, pelas criaturas à minha volta, por gente que votou no Fernando Collor, gente que dizia que o lula era o cão rabudo cavaleiro do apocalípse, gente que confraternizava com milico torturador. Cachorro, gato, galinha. Algumas pessoas eu deixei pra trás, outras eu joguei pra frente. Eu não sei o que será de mim. E nem quero saber, eu gosto de surpresas.
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