Sunday, February 13, 2011

Eu tenho uma coisa por anéis, e por  anéis de prata especialmente. Não sei exatamente o que é, só sei que existe uma coisa misteriosa nos anéis. Tenho vários deles, de todos os tipos diferentes. Alguns deles tem poderes mágicos, embora eu não acredite em superstições. Eu não acredito em superstições mas adoro rituais, cerimônias, oferendas, promessas. Então eu tenho muitos anéis, mais anéis do que dedos, e sempre acho que cabe mais um. Mas os anéis mágicos são apenas 3: Um com as ondas do mar desenhadas em relevo, outro que foi feito de uma colher de prata antiga e o anel afegão dos tristes.
O anel das ondas e o da colher de prata, eu uso sempre pra escrever, eles, de algum modo misterioso, fazem com que a minha imaginação se afie, fique mais precisa, mais confiante. Eu não os uso sempre, mas dá pra eu perceber a diferença quando estou sem eles diante da tela do computador. Servem até pra responder questionários.
Já o anel afegão dos tristes, foi um que eu ganhei ou roubei (ainda não estou bem certo e a história é muito longa) de um vendedor afegão no Spitalfields Market. Quando o ganhei(ou...) eu percebi que o vendedor era um homem triste. E a minha loucura me fez acreditar que o anel também o fosse. Esse anel tem uns poderes especificos, de absorver toda tristeza à sua volta. Eu adoro o anel dos tristes, que é grande, tem desenhos de circulos infinitos e uma pedra negra enorme e rústica, com certeza não preciosa. Eu sempre uso esse anel pra encontrar amigos com problemas, amigos deprimidos ou quando eu estou triste e aborrecido. Ele absorve todo drama, toda feiúra, toda podridão, desamparo, medo, desamor e os recicla em carinho, calma e cuidado.
Eu não sou um ser supersticioso, mas acredito nos milagres e mistérios que invento com a ajuda dos meus anéis.
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