Tuesday, October 12, 2010

Voltando pra casa agora, muito tarde, no metrô, sentou-se na minha frente um homem triste. Triste de uma tristeza de se doer os ossos, nos olhos um desamparo que doia até em mim. Uma tristeza sentou-se na minha frente no metrô. Eu tive vontade de pegar na mão daquele homem, de abraçar, de fazer carinho, de dizer que as coisas não são todas absolutamente tristes, que o mundo é dificil pra algumas pessoas mas que também se pode ter alegrias, ter coisas pra se gostar. Aquele homem ali na minha frente sofria de uma tristeza em carne viva, um desamor absoluto, uma miséria, um amargor. Bem ali na minha frente hoje no metrô, sentou-se a dor de se ser humano.
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