Wednesday, September 01, 2010

Quase meia noite e eu acabando de acordar, aquelas situações estranhas. Eu não dormi noite passada, nada, nem 5 minutos, só por que ia acordar cedo e tenho medo. Cabeça. Minha cuca batuca. Cheguei em casa, enrolei um pouco e fui dar "uma dormidinha", uma siesta, uma pausa, um descanso. E foi assim. Acordei desorientado e bobo. Mil sonhos. Todos com o Y, que se mandou pra Istambul anos atrás e me deixou aqui com o coração aos pedaços, tudo nublado, tudo assim embaçado, tudo o que podia ter sido e não. Quem saberá das possibilidades do what if? Mas eram divertidas todas as possibilidades. Engraçadas, ensolaradas, felizes. Da impossibilidade das inúmeras possibilidades. Dos romances exóticos, tapetes mágicos, turkish delight, veludo. Tudo o que já se foi e que agora habita o reino encantado das nuvens, nebulosidades, fumaças. Um gosto chocolate meio amargo, aquele olho Chico Buarque, sorriso cheio de inconsequências, abraços apertados cheios de bye bye baby, see you when. Aquelas pequenas bobagens que me deixam uma curva entristecida no canto do sorriso viajante. Aquela noite aquele taxi, nunca mais aquelas pizzas em Clapham South, ou dobrar aquela esquina pra Cavendish Road. Eu tento me alegrar com boas memórias, mas elas agora me chegam assim, embaladas em nuvens de sonhos, de sonos inesperados e uma vontade louca de esquecer o que não chegou ao final, que se esvaiu sorrateiramente, romance com prazo de validade. Foram dias bons. Que ficaram pra trás.
Essas coisas acontecem quando não se dorme em circunstâncias razoáveis. São os sonhos desvairados, baby. É o caos.
Post a Comment