Sunday, April 18, 2010

Então eu ando estranho, diferente, daquele jeito em que nem me reconheço direito. Fico assim quando ando tenso. Dona grana não me dá mole. Enfim. A cidade anda diferente também, sem aviões no ar. Eu olho pro céu e tudo calmo, nem mesmo as tais nuvens vulcânicas assassinas dos pássaros de metal. O sol apareceu, lindo e quente. E eu nem me atrevo dizer que ando escrevendo contos. Que vão pro lixo. Amanhã será o primeiro dia do resto da minha vida. Chega de preguiça, desânimo e medo. Qualquer coisa. Procurar emprego. qualquer um. E uns planos de aprender coisas. Coisas práticas, coisas manuais. Tenho muito medo de que o Brasil tenha virado um país estrangeiro. Pessoas. Longe. Assim. Músicas distantes, lugares exóticos, palavras de comover. Africano também. Com uma alma de Angola, Moçambique. Uma eterna tristeza afrobrasiportuguesa. Os vulcões, os tremores da terra, as enchentes e eu. Terra em agonia. Estertores.
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