Tuesday, September 15, 2009

Chove lá fora. Pra não se ter mais nenhuma dúvida de que os tempos mornos são memória. A chuva bate na minha janela como tapas, socos, pontapés. A cidade do outro lado é negra e estranha. Já estaremos de volta aos tempos de escuridão, casacos e apertos no coração. Aqui dentro eu acendo incensos e ponho um disco na vitrola. Uma caneca de chá descafeínado com pouco açúcar e leite. Eu desvio o olho da cidade lá fora e procuro por coisas dentro de mim.
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